Artigo: Design Process Isn’t Dead, It’s Compressed
Li recentemente o artigo Design Process Isn’t Dead, It’s Compressed, de Sarah Gibbons e Huei-Hsin Wang, e achei uma reflexão muito boa sobre um debate que tem aparecido bastante: com IA, prototipação rápida e vibe coding, o processo de design ainda importa?
A principal ideia do texto é que o processo não morreu, ele só ficou mais comprimido. O que muitas vezes parece “pular etapas” é, na verdade, o uso de um processo já internalizado por profissionais experientes, que conseguem entender, explorar e avaliar soluções de forma mais rápida.
O artigo também traz um ponto que gostei bastante: o que chamamos de “intuição” muitas vezes é repertório acumulado ao longo do tempo. Não é ausência de processo, mas processo condensado após anos de experiência.
Outro ponto importante é que isso não vale igual para qualquer contexto. Em ambientes mais complexos, regulados ou com pouca maturidade, abrir mão de processo pode aumentar bastante o risco de construir a coisa errada.
No fim, a provocação central do texto é muito boa: a habilidade mais importante hoje não é abandonar o processo, mas ter process literacy. Ou seja, saber adaptar o nível de processo ao tipo de problema que está sendo resolvido.
Vale muito a leitura:
https://www.nngroup.com/articles/design-process-isnt-dead/